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5.6.09

Microcontos (dez palavras) para Tweeter

“Aca(l)mada”


Tua mãe se adoentava e trazia homens pra sarar dela.

{Desde ontem, o danado do Marcelino Freire - que andou lendo Mcs meus em oficina do Sesc Campinas e...gostou deles - estará publicando 1 microconto por dia no Tweeter até chegar a mil! Embarco nessa com proposta equivalente e equidistante: a cada dez dele publico um meu, até enloquecermos todos. Prometo jogar a toalha no caso de perceber, nos meus, um comprometimento da narratividade ou um descambar para o aforismo, o anedótico puro, etc.}

1.6.09

Pasmem com Divulgação Viral do P.Stalker. Tenho 4 contos lá.

Projeto Portal é uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — é paga pelos participantes e os exemplares são divididos entre eles. Serão no total seis números (de papel e tinta, não online). Cada número da revista homenageia, no título, uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit. O objetivo do Projeto Portal é ter uma publicação de altíssima qualidade literária, que vire referência entre os escritores e os estudiosos do fandom, e também entre os escritores e os estudiosos do mainstream. Ou seja, planejamos uma revista para a intelligentsia, que vire um marco na FC nacional e na literatura em geral. O Projeto Portal não se destina ao grande público, mas apenas ao pequeno grupo de aficionados mais refinados. Nosso lema é: poucos exemplares para poucos leitores exemplares. Por isso os números da revista não são vendidos, eles são distribuídos entre os melhores leitores do país.

Portal Stalker from NEOCRONICA.ORG on



Portal Stalker from NEOCRONICA.ORG on Vimeo.

26.5.09








“Incidente...”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno
(Mote: malvadeza com um animal *)



O disco era novo,
Chang, não – era de casa,
Plantado no chão da casa.

Ouvia o meu disco, voava,
E Chang, plantado nas patas,
Parecia que voava também.

E nem notei o ruído, além,
Que levou Chang em disparada
Atropelando o fio do aparelho no chão.

O fio que me ligava a Chang
Rompeu-se. Nesse dia viu-se:
Pequinês voando por sobre um portão.

(Por tão pouco, cachorro voava...)



* Poema produzido, em dez minutos, na vivência-oficina com o poeta Fabrício Carpinejar (de excelentes recursos metodológico-teatrais),
questionado em seus méritos de verossimilhança e antecedentes objetivos da ação proposta pelo mote (“a escada”), momentos depois, categorizada como desnecessária...
{SESC- Campinas, em 26/05/07}. Parabenizo a iniciativa e questiono o histrionismo que se prevaleça de “a priores” subjetivos e provoque constrangimentos estéreis.É.


22.5.09

“Nonsensal”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno


Tudo muito ligeiro, da emboscada ardilosa, fisgada por uma premonição, ao momento de perceber o quanto estava desorientado. Indisposto, sobretudo; não apenas fisicamente, mas pela horripilante constatação do grau de indisponibilidade... a si próprio. Mais ainda – pela sua indiferença baça àquela condição limite. A forma como se dirigiam a ele trazia embutida nos gestos estereotipados, uma espécie de repulsa polida, de gentileza protocolar que não escondia o clima de apreensão. Era grave, disso sabiam. Alardeava-se essa gravidade na razão inversa do silêncio em torno. Estava só.
O celular que, implantado faz tempo no dente vinte e sete, fora desabilitado e não emitia sinais auditivos. O campo colocado entre o queixo e o tronco não lhe permitia qualquer inferência sobre a natureza da intervenção que seu corpo sofria, sofrera ou estava em vias de receber. Aparelhagem que o cercava, revestida pelas prudências de uma presumível assepsia, não lhe dizia nada. Nada lhe dizia nada. Não estava sedado, no entanto, nem mergulhado em estado crepuscular de consciência – ele saberia – mas reduzido, inexoravelmente, à indisponibilidade àquilo que o significasse.
Muito rápida e impessoal minha primeira interação verbal com alguém (que aparecera na mesma premonição), de gênero indefinido, semblante inacessível pelo rigor com que se paramentava para colher meu histórico, nada mais vago...
“-Bem-vindo ao Casulo, Senhor...?
“-Senhor... Bom começo! Senhor quem e em que circunstâncias, pode me dizer?
“-O quadro parece evoluir para Dissociação Episódica Inespecífica. Até breve!”
Perplexo, só lhe ocorria que a tampa de seu crânio fora serrada e o cérebro, exposto, prestava-se à monitoração da reatividade de algumas estruturas. Mas, com que propósito, experimental (de quê?) ou terapêutico (para quê?)... Vacuidade; um tanto faz.
Encarava as coisas do cérebro, no entanto, sem perplexidades. A dor (que eu não sentia, pois, no cérebro não há dor, nem luz), o sentido do tempo (este que se mantinha preservado, até por saber que, o que quer que estivesse acontecendo consigo, a premonição já lhe narrara...) eram parte de um festival particular de discretos aminoácidos, de cujas peripécias era um mero coadjuvante, nada iluminista. Torpor, nenhum, exceto o nome do artista de quem recordo alguns cartuns de humor e a fala de um personagem: “Que direito tem meu cérebro de se chamar de eu?”, perdida no tempo.
Então lhe apresentaram num plasma que se descortinou, do nada, diante de meus olhos, um retângulo, no interior do qual, uma frase e um diagrama, também retangular, com um signo dentro, pareciam dispostos a mensurar ou aferir algo de si: “CONFESSA QUE PRETENDE”, lia, e olhava o signo sem nenhum sentido ao lado. E, fosse lá o que fosse, trazia alguma atração nova àquele festival neuroquímico, com suas substâncias bailando a deriva, à revelia de qualquer evento externo que lhes exigissem algum alvará e se assenhoreasse do meu tempo narrativo, até então, todinho de seu cérebro-música só.
“-Alô! Quanto tempo passou desde que estive fora daqui até agora e este teste?”
“-Exijo meus direitos de paciente desta porra! Ou os direitos dele, de cobaia, é!”
“-Meu tarefário está em dia, impostos idem! Cárcere privado? Ditadura cyber!
Por mais que eu berrasse não lhe retiravam o bizarro teste do plasma nem o próprio plasma de seu campo visual. “Premonitar está proibido pelas neurociências?”, brincou, tentando divertir-se com aquela bizarrice toda, para além do risco de, sei lá...
Se ainda tinha o tempo subjetivo como soberano daquela narrativa pueril, este começava a lhe doer no estômago; sentia o nervo vago. O paciente-cobaia precisava agir e gritei-“Não tenho pretensão de ser confessional!” Até porque cerceada a tensão:ser-se!

2.5.09

"Punho na Goma"- Microconto dez palavras

“Punho na Goma.”


Quando meu pai punha terno, ficava mais educado com santa

6.4.09

"Baixo-ajuda"-Microconto monofrásico, dez palavras

Ânsia por tempo tem importância não, escreveu. A ansiedade baixou.

(Ouça leitura no www.gengibre.com.br , CANAL> LITERATURA > araujobueno)

18.3.09

DEBATE SOBRE SCI-FI NA LIVRARIA CULTURA-SEXTA/13

17.3.09

"Holograma"- Conto breve,sci-fi, com toque experimental

“Holograma”




Com seus parcos recursos, morando distante dos Núcleos de Segurança, aquele colapso da energia desconfigurou-lhe em sua noção de pertença, de conexão mínima com os seres de qualquer natureza. Prudência, Mitcei!, ruminava. Sensação de cessação...
Dos medos, o da putrefação de suas provisões, parcas, e dos micro-organismos morais que o assaltariam, puntiformes ou em bloco, precavia-se com algas e mantras. Plantou em si alguma ira. Medo e raiva que se excluíssem mutuamente. Dormiu.
O que o despertou de um sono branco foi a barulheira do silêncio. Um silêncio geométrico e pantanoso conspirava por onde quer que a vista tocasse. E que o tocava também; pupilas dilatadas, turbulência circulatória – serpentário virtual, onipresente.
Tempo e silêncio, este binômio do luxo e privilégio de castas predatórias, pois sim, mas Mitcei sabia que a falta deste era suportável pela impossibilidade daquele.Acuado, viu-se refletindo como filósofo. Refletir, agora, – outro luxo. Agir, sim.
Refazer o trajeto civilizatório, recuperar tecnologias – agir com as mãos, esculpir objetos! Então, reaver imagens que confirmassem sua condição humana, de civilidade, ainda que parca, porque ele era assim recluso, refratário aos elos civilizados.
Usou resina antiga para moldar uma dançarina com espátula – ei-la! Tosca, porém – tangível, direto de sua imaginação sedentarizada. Mitcei apelidou-a: Altamira. Arriscou-se a capturar algo de Sol, na falta do laser, e da reconstrução do campo óptico dentro de um cilindro surgiu a holografia de Altamira, posta em pedestal. Não se movia, não dançava a dançarina; caberia a ele orbitar à volta dela, recitando os mantras que ela lhe inspirasse, oscilante como os feixes de luz solar. Teve alucinações; pensou ouvi-la recitar.
Às vezes pensava no seu tarefário, no tudo que deixara de fazer. Prudência, homem! E desabava soterrado pelo dever de fazer, de plantar. Por quanto tempo essa inflação de tempo? E cessada a cessação, que outra sensação?
Masturba-se às vezes, noutras, deambulava a esmo pelo iglu que recobriu de lã sintética. Às vezes, apavorado e desnutrido, esbarrava em vultos. Por onde teriam violado seu recanto? Teriam descoberto Altamira? Altamira sequestrada, dessacralizada?
Armou-se, inflamou a ira para neutralizar o medo. Altamira suplicou-lhe proteção, já não mais recitava nunca! Retirou-a do cilindro, destruiu o pedestal e o campo óptico. Envolta em celofane, pensava ouvi-la sussurrando, como se privada dos sentidos.
A espessura daquele silêncio...O espectro da insanidade. Quanto tempo dura uma privação assim? Um fenômeno global? Dariam falta dele, o Mitcei refratário, recluso?Saberiam da tutela de Altamira que sussurrava entre suas luvas congeladas? O fim?
Uma draga que percorria a região pousou à distância segura. Pandemia de malária, nômades revoltosos, vazamento radioativo...sabe-se lá. Do interior do sítio, murmúrios indecifráveis. Alguém registrou (à margem): “Assemelha-se à cantiga de ninar”.

28.2.09

"A Fila"- prosódia do Ostraniênie:um leitor ficcional






24.2.09

DEBATE SOBRE SCI-FI NA L.CULTURA-SEXTA/13!


[LEIA MAIS A RESPEITO NO "FESTINA LENTE": www.literaujobueno.blogspot.com ]


PORTAL NEUROMANCER: UMA EXPERIÊNCIA COLETIVA

Livraria Cultura Shopping Center Iguatemi
Dia 13 de março, sexta-feira
A partir das 19h

O antropólogo e escritor Carlos Rodrigues Brandão conversará com o psicanalista e escritor Marco Antônio de Araújo Bueno e o jornalista e escritor Roberto de Sousa Causo sobre a relação da ficção científica com os outros gêneros, e a experiência de criar uma revista colaborativa, numa homenagem aos antigos fanzines, mas com uma nova linguagem.
Após o evento os autores autografarão seus livros.

Carlos Rodrigues Brandão é antropólogo, pós-doutor em Ciências Sociais e professor da Unicamp. É autor dos livros Encantar o mundo pela palavra (Papirus, 2006) e Minha casa, o mundo (Idéias e Letras, 2008), entre outros. Mora em Campinas, SP.
Marco Antônio de Araújo Bueno é psicanalista lacaniano, com mestrado e doutorado pela Unicamp. Publicou Tive um sonho estranho (Unicamp, 2003). Assina a coluna Cotidiano da revista Showroom. Mantém o blog Festina Lente (www.literaujobueno.blogspot.com). Mora em Campinas, SP.
Roberto de Sousa Causo é ficcionista e ensaísta. Publicou, entre outros, A corrida do rinoceronte (Devir, 2006) e O par (Humanitas, 2008), e organizou a antologia Os melhores contos brasileiros de ficção científica (Devir, 2008). Mora em São Paulo, SP.

Livraria Cultura Shopping Center Iguatemi
Av. Iguatemi, 777 - Lojas 4 e 5 - Piso 1
Vila Brandina - Campinas - SP
Tel.: (19) 3751-4033




P R O J E T O P O R T A L

A revista Portal Neuromancer — segundo número do Projeto Portal, coordenado por Nelson de Oliveira — traz contos inquietantes que vão do universo da ficção científica ao do fantástico, passando pelo da fantasia.
São dezessete narrativas sobre novas tecnologias, viagens no tempo, ciberespaço, telepatia, pós-apocalipse, pós-humano, utopias e distopias, de doze autores contemporâneos, em nove EStados.
O Projeto Portal prevê seis números, com periodicidade semestral. Cada número homenageará, no título, uma obra célebre da ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit.
Os contistas da Portal Neuromancer são: Ana Cristina Rodrigues (RJ), Ataíde Tartari (SP), Fábio Fernandes (SP), Geraldo Lima (DF), J. P. Balbino (RJ), Jacques Barcia (PE), Lima Trindade (BA), Luiz Bras (SP), Marco Antônio de Araújo Bueno (SP), Roberto de Souza Causo (SP), Rogers Silva (MG) e Tiago Araújo (SP).


P O R T A L N E U R O M A N C E R

revisão: MIRTES LEAL • diagramação: RAQUEL RIBEIRO • capa: TEO ADORNO
formato: 16 X 23 CM • nº de págs.: 120 • tiragem: 240 EXEMPLARES
oliveira.e.cia@uol.com.br [Trinta exemplares serãopostos à venda após o evento]

23.2.09

"Brevidades ao Ponto" (e-book no www.bookess.com/profile/araujobueno



Esta é a capa do E-book "Brevidades ao Ponto" no site acima. Contos breves (gênero sci-fi, inclusive)e microcontos, alguns com mais de dez palavras (os monofrásicos trabalhados no doutorado, ao jeito moterrosiano). Não sei se o considero "pronto" tendo em vista o formato da publicação. E aguarda os pitacos, sempre.

6.2.09

CONTOS e MICROCONTOS LIDOS POR QUEM OS ESCREVE

Leitores, eu os conclamo ao não sei no que vai dar,mas já está dando o que falar. Trata-se do www.gengibre.com.br . Arquivos de voz, tal como o Tweeter em eficiência.
Há três dias apenas enredado nos intestinos do site, lá estão vinte e seis textos entre contos breves, não tão breves (em três segmentos de seis minutos de leitura, com prosódia e tudo, o "Transcurso de Vida") e, claro - os microcontos que, lá, encontram seu locus privilegiado. Cadastrem-se e flutuel sobre o relevo fônico da voz do autor que, agora sim, tem um projeto de leitura para seus textos. E lhes adianto - inspira-me a idéia de leitura precinizada por João Gilberto Noll. Sim!
Oportunamente, aos mais refratários, publicarei parte dos links que remetem leitura que andei cometendo no tranco, na emoção do reencontro com a palavra escrita no momento em vicejam suas potencialidades não gráficas - a inflexão e modulação, o timbre...A ferramenta promete. Agradeço-lhes sugestões e pitacos.
Abraços e até não sei (tal como o filósofo islovênio Slavoj Zizek, lacaniano também,tenho minhas reservas quanto ao carnaval. Ele explica isso melhor; é fera!)

31.1.09

´Do forno: "HOLOGRAMA" e créditos ao "Soneto Visual"


Este "Soneto Visual", belíssimo pelas túrgidas metaforonímias, é deautoriade Avelino Araújo. Ilustra o meu grupo "Madeleines & Brevidades Arte-Ofício" no Plaxo Pulse e, até agora, não havia publicado seus devidos créditos. Aí está, "primo"; ainda que seja pelo parentesco das afinidades estéticas.
E o conto breve (experimental)- "Holograma" está disponível para envio (mediante certos critérios)pelo araujobuenopsi@gmail.com Trata-se de mais uma peça sci-fy, inédita e a permacer assim até segunda órdem

27.1.09

Parte 6 do registro da mesa redonda_Lançamento PORTAL NEUROMANCER-PUC-SP



Momento em que Roberto S. Causo interpela minhas narrativas no que tange às citações, à questão da "tradição", ao processo criativo, etc.

12.12.08

"Processador Central"- Sci Fi publicado no Ganganta da Serpente

O link http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/maab_processador.shtml remete ao meu primeiro conto breve de ficção científica, do começo do ano. Com voz narrativa feminina e anterior aos experimentalismos de linguagem que marcariam os Sci Fi subseqüentes, como no "Sobre a Explosão na 'E.H.M'. - Desdobramentos", tão pouco palatável (era esta a idéia: sacudir os convencionalismos do meinstream) que não pontuou o suficiente para ser publicado, em definitivo, no complicado site Portal Literal. A propósito, todos o demais textos ( um conto que terminou entre os trinta finalistas no Off Flip/2008, uma crônica bem datada e os trinta microcontos - monofrásicos e de dez palavras, a maioria - foram publicados. Postarei os respectivos links oportunamente.
ATENÇÃO:O conto "A Fila", publicado na revista PORTAL NEUROMANCER, p.49, começa assim: Não lhe causou estranhamento algum quando, (...) e não com o "INSTALOU-SE O CAOS;" como saiu na publicação e era uma alternativa para o início dp penúltimo parágrafo do conto, que enviei para revisão. Corrijam e desculpem.

10.12.08

Mesa-redonda sobre "Sci-Fi"-Lançamento *NEUROMANCER*_Youtube

Estão já no Youtube, filmadas por Gilberto Tensai, as imagens do lançamento da revista Portal Neuromancer, que aconteceu na última sexta-feira, em São Paulo. Abaixo, uma das partes do vídeo. Para encontrar as outras, basta procurar por "Portal Neuromancer".

2.12.08

O "PORTAL NEUROMANCER" por Rogers Silva, colega

http://www.rogerssilvaoriginal.blogspot.com/
Confira acima o blog de um dos autores (este,
de Uberlândia-MG) e como veiculou a filosofia
do projeto de uma coletiva editorial.

29.11.08









P o r t a l Neuromancer
O Portal Neuromancer — segundo número do Projeto Portal, coordenado por Nelson de Oliveira — traz contos inquietantes que vão do universo da ficção científica ao do fantástico, passando pelo da fantasia.São dezessete narrativas sobre novas tecnologias, viagens no tempo, ciberespaço, telepatia, contatos imediatos do terceiro grau, pós-apocalipse, pós-humano, utopias e distopias, de doze autores contemporâneos.
Aviso importante: o projeto não se destina ao grande público. Cada autor receberá apenas 20 exemplares, que serão vendidos ou dados a leitores escolhidos.
Os contistas do Portal Neuromancer:Ana Cristina Rodrigues / Ataíde Tartari / Fábio Fernandes / Geraldo Lima / Jacques Barcia / J. P. Balbino / Lima Trindade / Luiz Bras / Marco Antônio de Araújo Bueno* / Nelson de Oliveira / Roberto de Sousa Causo / Rogers Silva / Tiago Araújo******
* vide "FESTINA LENTE": www.literaujobueno.blogspot.com
**************************************************************************************************

11.11.08

Link do meu perfil no PORTAL LITERAL. Zeus lhe pague!



http://www.literal.com.br/perfis/araujobueno


Então, depois, os raros leitores aguardam o LINK DE VOTAÇÃO , etc. et nauseum. É.(vide comentário no "FESTINA LENTE")







10.11.08

"Tejo"_Na MINGUANTE 12- Nov/2008 (lapsus linguae)


Tejo

Podia nadar, fazer regata. Hoje posso não jogar lixo nene...

Marco Antônio de Araújo Bueno

{O microconto original tinha, como título "Tietê" e terminava com a palavra "nele". Como o mote desta edição era "Fado" achei simpático substituí-lo pelo tão pessoano nome do rio Tejo, "que não passa pela minha aldeia".Mas o que não passou pelo revisor foi "nene"...Também não publicaram na falecida sessão "MICROTEORIAS", congelada há muito, o fragmento teórico da minha tese de doutorado ("Brevidade e Epifania na Micronarrativa Contemporânea") enviado já para edição anterior, e não publicado. Esse lugar de produção teórica da internacional e única revista de micronarrativas, tão prolífico que o desejamos -será que não apostam mais "nene"? Todavia, confira-se o Fado (sem lapsus aqui; aqui não!) no :www.minguante.com


6.11.08

"Esse Tempo Insondável..."_Conto breve IV

“Esse Tempo Insondável...”

Por Marco Antônio de Araújo Bueno


Despedaçada, invadida pelas estranhas; vísceras expostas como caqui despencado ribanceira abaixo. Quase que jazia sobre superfície lajeada, viscosa, eivada de fibras viscosas vermelhas e globulências esbranquiçadas. Ao redor daquele mosaico destroçado, instrumentos pontiagudos de incisão e sondagem perfurantes e ferramentas percussivas em estado de repouso gritante, transpiravam ainda ofegantes. Imersos naquela pulsação sinistra dos atos irreversíveis. A marcha wagneriana de fundo enroscou e emitia guinchos agudos de estourar os ouvidos. Um celular reclamando em sons de urgência.
Bêbado, com seu avental branco entreaberto, a genitália exposta à fresta da persiana que prometia mais calor pelo nublado metálico, ele estava confuso e exausto apoiando-se de costas numa geladeira escancarada ainda, o pulso esquerdo latejando de tanto cortar e mexer e perfurar, distendia-se ao longo do corpo exangue enquanto o direito alcançava o aparelho numa torpeza que se dissolvia – dever cumprido – pelos ladrilhos ensebados, escorregadios. Hora de prestar contas e planejar as ações seguintes, meticulosamente, contra o tempo e as expectativas tão desfavoráveis ao feito, atendeu: Alô! “Tânia, demorou! Operação melindrosa, deu trabalho sim, ufa! Ta feito!”
Cambaleou, tomou mais uma talagada e começou a jogar água naquele cenário que o manteve em tensão ótima até então. Ao passar o rodo lembrou-se que a área externa estava imunda e escorregadia também, mas o sol já ofuscava a vista pela porta de vidro toda embaçada. Pegou o celular, tonto, meio em êxtase. Nem precisava ir pro México, regozijou-se. Tamanha perícia, planejamento e muita fé no seu taco. Riu-se e lembrou-se do perito...Mas concentrou-se em limpar os vestígios todos daquela lambança. Depois arranjaria o resto, telefonaria...Teria esquecido algum detalhe?Franziu a testa, e aquela...:
“Tânia, minha tesuda, quase ia esquecendo, aquela sua bermudinha verde-musgo, bota ela que o almoço vai ser na mesa da piscina. Vou ligar pro meu amigo, aquele perito do churrasco do hospital. Virá com a namorada, ela faz a salada. Não disse que dava um ranguinho tropical hoje? Quer saber, antes de tudo vou me dar um choque térmico! É, um mergulhão de avental e tudo, pra cortar esta narcolepcia, essa aura de lagosta e caldeirada que me descalderou todo”, e gargalhou em disparada em direção à porta da área, sem ouvir o mas o caseiro não vinha pra limpar de manhãzinha?
Vinha.Veio, esvaziou a piscina e limpou toda a sujeira de folhagem do temporal da noite. Foi-se em silêncio. Ficou a foice: uma mancha vernelho-esbranquiçada de um metro e noventa, a três metros da porta de vidro esfumaçada; dois metros e meio da superfície escorregadia. Quase um simulacro do prato exposto sobre a bancada da cozinha, naquele instante em que Tânia entrou, sentou-se em posição de lótus e ficou meditando se fratura de crânio com morte cerebral não podia virar, com o tempo, alguma forma alentadora de...narcolepcia, depois de tudo. Qualquer virada; com tempo. Não irreversível!





12.10.08


Capa do livro homônimo de F.C., um clássico de William Gibson, que a revista "PORTAL NEUROMANCER" homenageia. O meu conto "Transcurso de Vida" (aqui no "Festina Lente"), se inserido na categoria "Fantasia" ou "Estranho", poderia constar nesta publicação, assim como o conto "A Fila" (ainda nãio se decediu), não fosse o limite de 15.000 caracteres para cada autor, entre os quais, Ana Cristina Rodrigues, Jacques Bárcia e Fábio Fernandes, este, autor de uma tese de doutorado em F.C. pela PUC-SP :






6.10.08

TINTA FRESCA: Revista "NEUROMANCER" vem pro Natal

Raras e raros queridos,
A revista "Portal Neuromancer" (os nomes homenagearão expoentes da ficção científica, das utopias, distopias e congêneres), com uma tiragem, cotizada, de 200 exemplares (cada um receberá 20 para divulgar entre formadores de opinião e imprensa literária) trará, em 10 de dezembro próximo, três contos meus, já selecionados pelo editor, o ficcionista e crítico Nelson de Oliveira.Trata-se de uma publicação que privilegia a experimentação com a linguagem e destina-se ao deleite de leitores "raros". Eis os títulos:

- "Processador Central";
- "O Pacote" e
- "Sobre a Explosão na 'E.H.M.' - Desdobramentos"

Mantive a pegada do Conto Breve e, em dois deles, uma simetria no número de linhas de cada parágrafo, além de umas invencionices gráficas para sinalizar marcadores temporais (as ações ocorrem num futuro indeterminado, de cujos contornos, pode-se inferir alterações de linguagem, de clima, de valores, além de usos e contumes peculiares.), contornando as obviedades do gênero.
Disponibilizarei a bibliotecas e núcleos de leitura, livrarias especiais e centros de oficinas literárias parte do material. Outra, a críticos, aficcionados e docentes de universidades.
Os respectivos textos, quando não postados em meus blogs (http://www.literaujobuenopsi.blogspot.com/, p.ex.), ficarão disponíveis por e-mail .
(araujobuenopsi@gmail.com) ou no site editorial http://www.mesadoeditor.com.br/
Agradeço sugestões gerais


25.9.08

Primeiro CONCURSO DE MICROCONTOS PELO TWITTER-140

{Do "Festina Lente..."


Busquem no Google esclarecimentos sobre essa modalidade ágil de comunicação online - o Twitter-140 .Twitteiros já recolhem mensagens em programas como o "Roda Viva" da TV Cultura. Inscrevi 25 Mcsde dez palavras (sem título; a exigência era torná-los precedidos do nome do autor mais #140 . Reservoparte de um dos Fragmentos do meu doutorado à importância do título e a apropriação, pela mídia publicitáriade caráter utilitarista, das micronarrativas que tão bem se adequam aos 140 caracteres previstos pelo Twitter.Vá lá, trata-se de um momento especial - um concurso de microcontos sem precedentes via novíssimas mídiasque servirão à telefonia móvel (SMS); aos "torpedos" - postei 25 dos meus, monofrásicos e de dez palavras.O link para acesso a eles (a partir da página 11) e os demais (uns 350 !) é http://tinyurl.com/140letras e oresultado está prometido para 30 de setembro próximo. Há um frescor nessa iniciativa e algumas esparrelas queainda não se revelam à exame mais crítico, naquilo que toca a literatura. Mas, ficar nas conjecturas...Vá lá!Interessante não ter notado a presença de microcontistas do primeiro time...Desdenharam? Declinaram, prudentes? Subtraídos seus títulos, meus trabalhos restaram um tanto desamparados de recursos semânticos, retóricos. A própria aventura da concisão ficou meio capenga. Terá valido a experiência. Sim, sempre vale.
posted by Marco Antônio de Araújo Bueno at 12:43 PM 0 comments


18.9.08

POSTADO NO "FESTINA LENTE":www.literaujobueno.blogspot.com



Setembro 16, 2008

"Sobre a Explosão na "E.H.M." -Desdobramentos"
ATENÇÃO:Recém saído do forno, na linha experimentalista de ficção temporal (sem marcadores temporais), o contonão tão breve (exatas 99 linhas) em parágrafos de 12, estará à disposição de leitores "raros" a partir da visita denúmero 3.000 do "Festina Lente". Há que merecer alguma pompa nessas circunstâncias. Por comprometimentoeditorial e disputa de prêmio literário, fornadas recentes hibernam, majestosamente pulsantes. É tudo.
posted by Marco Antônio de Araújo Bueno at 12:11 AM0 commentslinks to this post

1.9.08

SELO DE QUALIDADE


Adoos
Ali Aboutaam

1.8.08

No "FESTINA LENTE"(www.literaujobueno.blogspot.com)-o porquê disso

Ilustração: Personagem narrador do conto inédito "Hora e Vez da Pardoca" que concorreu no "Off-Flip"/2008.

Aguardem o Fragmento I da tese de doutorado "Brevidade e Epifania na Micronarrativa contemporânea"
na seção "MICROTEORIAS" da próxima edição da única revista internacional de micronarrativas e um microconto-despedida (provisória, do gênero) no mote
"Desejo" (www,minguante.com) e confiram, no recente
site de relacionamento do Google para escritores - 0
www.euautor.com.br a dúzia de textos de diferentes gêneros (poesia, soneto-acróstico, ensaio, conto e microconto, claro) lá postados como "batedores" do condensado teórico qualificado na Unicamp no último (!)
13 de Maio, que decidi não levar à defesa em 20 de Agosto próximo. E que não consegui carregar, malgrado
tentativas seguidas. Questão de extensão, será?! A gosto, a têmpera oxigenada de uma incursão ao conto breve
de ficção científica, prenhe de virtualidades e de ausência de marcadores temporais. No forno. Entre, Agosto!